Papeando: “Compre isso! Compre aquilo!”

Ultimamente tenho lido e observado muito como gira a cultura do consumo de moda hoje, assim como a influência dos blogs de moda, que continua crescendo bastante como referência para muita gente. Comecei a me questionar: Isso é bom? Estamos fazendo do jeito certo? Estamos agindo do jeito certo?

Analisando tudo isso com olhos de consumidora, fica bem nítido que hoje existe uma confusão muito grande ao se oferecer um produto e se vender um padrão estético, um estilo de vida, um valor. Essa é a publicidade de moda de hoje. E nenhum pouco diferente é nesse ritmo que os blogs seguem também, nos tirando a liberdade de escolha e ditando o que deve ser ou não comprado. Para que adquirir aquilo que todo mundo tem/quer? Temos um mar de possibilidades, tire seu foco do que dizem ser o melhor. É claro que uma dica de moda, uma peça nova desejo e afins são sempre bem vindas, mas adapte isso com o que você É e deixe de QUERER SER. Olhe para o lado contrário!

consumo

Comece a reparar: vivemos hoje em um bombardeio, por menos óbvio que seja, de “compre isso, compre aquilo, seja alguém, compre para ser inserido no grupo”. Querem transmitir a ideia de que você é o que você compra, você não tem estilo, é apenas um conjunto de peças de roupas junto com a ilusão de que elas te trouxeram aceitação, um estilo de vida melhor e um padrão estético ditado pela sociedade. 
Sabemos que roupa é uma ferramenta de comunicação, usando isso ao nosso favor conseguimos transmitir de primeira um pouco do que somos, do que gostamos, mostramos o que tem por dentro através do que está por fora. O consumo deveria ser consequência disso tudo: faz sentido, eu preciso…conscientizar aquilo para ser consumido! E não o consumo desenfreado de um produto que parece que junto com ele, estamos carregando um conjunto de coisas novas. Uma promessa de felicidade furada.

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Precisamos na verdade nos importar um pouquinho mais com isso tudo e perceber que nós, consumidores, não somos vítimas, somos parte ativa do comércio. Se não começarmos a questionar da onde veio, como foi feito, como funciona, a cadeia produtiva continuará a mesma. Existe uma certa responsabilidade nossa de mudança.

Bom, então fica a dica: vamos deixar de apenas receber/obedecer toda essa ideia equivocada de consumo e vamos aproveitar o mar de escolha que temos. 
Ah, e nunca se esqueça: inspiração só ganha sentido quando acha o lugar certo pra acontecer, ou seja, não adianta se inspirar pra outra vida, a nossa é só nossa. 😉

P.S.: Por um mundo com mais blogs como Bolha das Ello, que mistura dica + reflexão + autoconhecimento + novidades…resultando em moda inteligência! (sou tia coruja!)

Beijos,

ass-mari

 

 

 

Fonte: Oficina de Estilo

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