Borbulhando: Lost.

Os dias pareciam contados. Mas contados para quê? Afinal, eu não estava próxima de nenhum fim. Não que eu soubesse.

Decidimos mudar. Não eu, não meu amor (qual amor?),  mas nós família. E para mudar, precisei encaixotar cada coisa minha e mexer nas caixas guardadas e escondidas, onde tentei enterrar (de certa forma) alguns assuntos. Tive que olhar de um em um, abrir o meu pequeno baú e ver cada foto, selecionar o que seria lixo e o que ficaria guardado. Não fui capaz de jogar nem sequer um pequeno papel daqueles 7 com corações antes das frases de “what if you miss me… then you do this or that.” ou então uma folha rabiscada falando sobre assuntos bobos entre eu e a Luiza (é, essa aqui mesmo, a Mello), em 2010. Eu guardo o que me fez ou faz bem, eu guardo aquilo que toda vez que eu for ler sem querer, vou abrir um sorriso meio bobo, me lembrar quão doce era tudo aquilo.

Sabe, a vida está um tanto quanto confusa ultimamente. E os segredos vão se abrindo, como livro. A cada página que leio, quero voltar… e não tenho muita certeza de que isso é bom. Não sei se estou no caminho certo mais. Não sei nem por onde tenho pisado, se é que me entendem. Tomar decisões frias às vezes se torna necessário, e eu tomei a minha. Mas não fez muita diferença… é a falta de cores no mundo, mas do meu olhar. É a falta dos sorrisos, dos dias maravilhosos. Nada seria como antes, mesmo que eu refizesse tudo agora, mas as mudanças fazem bem (geralmente), não? Eu mudei, eu me esforcei (ainda estou tentando), mas é como se tudo o que eu fizesse caísse no caminho anterior e eu retorno ao mesmo ponto. Agora me diz: será que é para eu sair mesmo? Ou eu estou tentando o caminho errado? Teria como sair disso tudo sem machucar as pessoas que me preocupo e gosto?

Enquanto o banho (que era para ser tranquilo) me trazia certos pensamentos, eu acabei por chorar. As lágrimas pareciam frias e duras, como pequenos gelos escorrendo. Perdi totalmente o sentido, a noção da direção. Por que demorou tanto para perceber? Para se dar conta de que eu estive aqui presente o tempo todo, e você quem não viu? Por que me quis na hora em que eu saí? E agora? Eu tentei, mas não dá! Não sei se devo retornar ou se… ah, eu desisto de pensar. Acho que temos uma história a contar e a mesma a continuar. Só não sei quando.

Falando nessa história (se ele acabar lendo isso, ele vai entender), decidi escrever um livro. Escreverei com clareza e felicidade, saiba bem, meu bem. Os outros merecem conhecer um pouco dessa história bonita. Mesmo que alguns vejam como algo ruim, eu vejo como a coisa mais bonita que já me aconteceu.

“Let this part of me remember how lovely we were. If you saw in my mind how I felt, you’d hold me tight and ask nothing else. I want you, but I hate to say those words… but I am here, standing right in front of you, asking for a hand, cause I don’t want to have to let you go. Help me with all of this… you told me you’d be waiting, waiting for me.” – ROSE, Lucy :: Scar.

Enfim, era só um desabafo. Espero que alguém leia.
Um beijo,
natalia

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4 Comments Add yours

    1. bolhadasello says:

      Obrigadinha, Soh :3
      Eu realmente estou me sentindo assim ultimamente, é bom ver algum apoio das pessoas, mesmo que desconhecidas, sabe.

      1. Blogdasoh says:

        Que bom minha linda, realmente elogios sao sempre bem vindos, ne? Ainda mais quando verdadeiros!!! E pode acreditar, vc esta Linda!

      2. bolhadasello says:

        Awn!! Muito obrigada! ♥

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