Entre Aspas: A Síndrome dos vinte e poucos anos…

“Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!

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Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.

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O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas todos dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16.

Então, amanhã teremos 30. Assim tão rápido.”

O autor é desconhecido e eu encontrei o texto aqui.

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Acho que entrei nessa síndrome. haha. Li e me identifiquei muito, tanto quanto provavelmente você que está lendo também se identificou. Acho engraçado (ou triste?) pensar nos meus 15, 16 anos (sério que isso já passou fazem cerca de seis anos? Socorro!) e me lembrar a maneira como eu imaginava que seria a vida quando eu chegasse aos 21. E perceber que muitos amigos se foram, que praticamente nada ocorreu como eu planejava. Olho pra trás e penso “ó que menininha boba. A vida real é tão diferente.”

Não que isso seja ruim, mas é irônico olhar para trás, como se fosse ontem, e ver o tanto de coisas que mudaram para muito pior e também para muito melhor… E notar que nem tudo depende somente da nossa vontade de realizar.  Sinto falta do tempo que eu tinha para não fazer nada, dos amigos, das risadas e da ingenuidade de sonhar alto sem ter medo da queda. O tempo literalmente corre, e a gente tem que voar pra tentar alcançá-lo. Seis anos se passam como um piscar de olhos, e o medo começa a bater. Será que quando eu chegar aos trinta vou estar como eu me imagino lá? A verdade é que todos nós temos os nossos medos, e talvez crescer seja apenas mais um deles. 

E eu uns cinco anos atrás abaixo.

15 16 anos

Texto desabafo pra hoje. De vez em quando precisa, né?

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Um beijo,
_ Ass

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One Comment Add yours

  1. Thaís Faria says:

    Amei o post gatona, é incrível como as coisas mudam mesmo!
    Beijos

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